O timing desse post foi bem propício. Uma das maiores certezas da minha vida é que eu sou e sempre serei uma admiradora enorme de Benedict Cumberbatch e seus trabalhos. Como parte do Cumbercollective ou qualquer outro nome que role por aí pra denominar o fandom desse cara, fiquei com os olhinhos brilhando de felicidade quando, dia 13 de Junho, anunciaram o nascimento do bebê Cumberbatch, que sempre foi o sonho do agora papai.
Juntando isso com o fato de que alguns meses atrás eu completei um aninho engatinhando como fã de Sherlock, por que não fazer um post pra espalhar por aí o talento que esse rapaz tem? Prepara a pipoca que lá vem trabalho bom, de um cara melhor ainda, que em apenas UM ano que acompanho já conseguiu se tornar marido, pai, indicado ao Oscar e, mais recentemente, Comandante da Mais Excelente Ordem do Império Britânico. Orra.
Vou tentar não entrar muito no universo do Conan Doyle em si, mas a série Sherlock da BBC faz muito jus aos trabalhos do mesmo. Benedict dá vida ao detetive com todas suas peculiaridades já conhecidas, só que em pleno século XXI. Foi o primeiro trabalho notável que vi do mesmo e logo na primeira cena, quando ele tá de boca fechada, tu pensa "nossa, que cara bonitinho, não parece em nada o Sherlock que tô acostumada". Mas aí ele abre a boca. E que susto, hein. Não é o tipo de voz que tu espera para aquele rosto.
Verdade seja dita, esse Sherlock tinha tudo pra dar errado, começando pelo simples fato de que ele é escrito por Steven Moffat, que pra quem não conhece é um roteirista notável, tem uma criatividade incrível pra plot twists e ganha dinheiro explodindo a cabeça das pessoas. Porém é péssimo em desenvolver a personalidade dos próprios personagens. E aí God bless Benedict que já disse que chega no chefia e fala "calma aí, parça, arruma isso aqui que tá errado, não vou fazer uma atuação por cima disso não" sempre que preciso. Mérito pra ele.
O enredo de Sherlock é tão bom que tu nem se importa de só ter 3 episódios por temporada e um hiatus de dois anos. Não é brincadeirinha no meio do post não, é verdade. Mesmo dando grande notoriedade aos casos, a relação de Sherlock e John Watson que é o diferencial da série, até porque tudo gira em torno dos dois. Não peca como adaptaçãose você escolher, como eu, ignorar que fizeram um plot TOTALMENTE DIFERENTE E DESNECESSÁRIO pra uma personagem que tinha de tudo pra ser sensacional, os episódios são bem maiores que o normal pra ter como desenvolver a história, mas de jeito nenhum de torna monótono.
Dou cinco estrelas para Sherlock e continuaria dando mesmo se não fosse fã. Vale muito a pena os mind blowing que tu ganha.
Third Star é um dos filmes mais tristes que já vi. Ponto. Fui tão ingênua de achar que seria só mais um filme "normal" sobre um cara com câncer querendo viver uma última aventura com os melhores amigos que eu nem sabia como explicar pro pessoal aqui de casa porque eu ainda estava chorando 3 horas depois que acabou.
Sabe, se fosse só o cara morrendo até que ia. Se fossem só as aventuras com os amigos naquele clima meio "é nossa última chance" eu acho que daria pra segurar a barra também. Mas é mais que isso.
É como sua vida: começa calmo, sereno, você ri aqui e ali, se preocupa mas confia que vai ficar tudo bem, se diverte lá pro meio, mas no fim, quando tá tudo desmoronando, você tá bem ciente dos que vão estar ao seu lado não porque precisam, mas porque querem. É tão profundo e sincero que toca sua alma de um jeito que nos créditos ou você está chorando por uma vida inteira (eu não tinha como fugir desse meu clubinho oficial) ou você está rindo porque está encantado demais com a força que o filme te dá pra continuar lutando.
Mas eu sei que essa é só minha visão e que algumas pessoas ainda ficam presas a dizer que "é só mais uma história sobre o que fazer quando se estar com câncer". Pra mim foi muito mais que isso, e espero mesmo que alguém seja tocado tanto quanto eu fui ao assisti-lo.
A vida já presenteou vocês com um filme/documentário em que seu ator favorito acontece de estar interpretando seu artista favorito? Pra mim já, e tá aqui a prova. Eu sou BEM fascinada por Van Gogh e toda a atmosfera ao redor dele como pessoa e como pintor, e ver o Benedict em seu ruivo natural, barbudo, manuseando tintas e segurando Noite Estrelada foi uma coisa bem gratificante.
O diferencial de Van Gogh: Painted With Words para qualquer outro drama-documentário que você vá ver sobre ele é que absolutamente cada palavra dita durante os diálogos são trechos de cartas que o próprio Vincent mandava ao irmão. É uma coisa bem crua, realista, e não tem quarta parede, então constantemente você tem Van Gogh olhando pra você e conversando contigo como se você fizesse parte da história, e acho que isso tem um quê de maravilhoso.
Não vi uma alma conseguindo colocar defeito na interpretação ou no roteiro, que foi basicamente escrito pelo próprio artista, e tão bem atuado pelo Benedict, que conseguia demonstrar a tristeza, solidão, confusão e melancolia só com o olhar.
Esse aqui tem umas 40 frases de efeito, um toque de cômico e provavelmente quebrou o record de filme que mais utilizou gel de cabelo em um personagem só.
Shall we begin?
Eu confesso que vi o primeiro Star Trek só pra conseguir entender o segundo por causa do vilão, tá? Fã é assim mesmo. Mas não me arrependo nenhum pouquinho, meu lado amante de sci-fi ficou bem satisfeito com o resultado.
Eu não vou falar sobre o enredo de Star Trek: Into Darkness porque cada detalhe é um spoiler tanto da primeira quanto da segunda parte, mas, olha: se naves espaciais, outros planetas, futuro e vulcanos não te chamam atenção pra ver esse filme, talvez o cast vá. Tem Cumberbatch como vilão, Chris Pine como mocinho/bady boy Kirk e Zachary Quinto esbanjando intelectualidade por não ser um mero humano, ou simplesmente Spock. Sem mencionar o Simon Pegg que é responsável por toda a comédia do filme e fora dele - sério, ele fez pegadinha com praticamente todo mundo nos bastidores, fez galera acreditar que tava correndo risco de radiação e passou um creme bizarro pra eles colocarem na cara. Esse é dos meus.
Ver Benedict como lado ruim da força é quase tão bom quanto vê-lo num papel de comédia (como o que ele fez em Starter For 10, com o James McAvoy). Quase. E por favor, mesmo sendo vilão, quem não se identifica com o Khan toda segunda feira de manhã ou naquele sábado que alguém te acorda cedo de propósito? I mean:
(As expressões faciais da atuação de Benedict Cumberbatch: um tutorial)
Há quem diga que Ben não é atraente (vide todas as piadinhas relacionando ele e aliens no twitter), mas depois de ver esse filme não dá pra ficar batendo na mesma tecla. O cara suou MUITO pra conseguir um corpitcho digno das roupas pretas justas que ele usa, e pra fazer bonito nas várias cenas de ação (SUPER bem feitas) que participa. Quando voltou pra gravar Sherlock depois, os botões das camisas ficavam abrindo porque o magricela tava malhado. Ops.
E que rufem os tambores para o maior MUST SEE da carreira e da história da humanidade:
Essa foto foi escolhida a dedo porque foi exatamente assim que eu saí da sala de cinema.
Eu quero fazer diferente: não vou falar do enredo do filme (até porque metade da blogosfera já comentou sobre na season awards que teve no início do ano, principalmente o Oscar), vou falar da importância dele na minha e na sua vida.
Semana passada foi aniversário da morte de Alan Turing. Até The Imitation Game ser lançado, você e eu não sabíamos quem ele era. Se sim, vagamente. Eu estou escrevendo esse post porque Alan Turing existiu. Você está lendo esse post porque Alan Turing existiu. Alguém poderia, sim, ter ido lá depois e feito do mesmo jeito, mas foi ele. Quando ninguém acreditava, ele foi lá e acreditou em si mesmo, talvez de forma até egocêntrica e egoísta, mas ele confiava que seus esforços dariam certo. Gênio incompreendido, quem não conhece essa história?
Vamos pegar o já citado Van Gogh lá em cima. Gênio incompreendido em sua época. Não tinha o reconhecimento que merecia, ninguém dava ouvidos a ele e não tinha apoio de ninguém. Atualmente é um dos artistas com as telas mais caras e valiosas do mudo, altamente reconhecido e presente em qualquer livro de Artes. Alan Turing. Gênio incompreendido em sua época. E hoje? Ganha créditos por ter salvado milhões de vidas sendo o responsável pelo término da Segunda Guerra anos antes? Se encontra em pelo menos um parágrafo dos livros de História pela contribuição aos Aliados e invenção da máquina que conhecemos por computadores? É dado crédito a este homem que pelo simples fato de ser gay teve que viver o que não era por anos e depois pagar por isso de forma dolorosa tanto física quanto psicologicamente?

É por isso que sou grata a este filme, que abriu os olhos de muita gente, que mereceu e ainda merece todo o status que ganhou, porque nunca foi sobre concorrer ao Oscar de melhor filme ou vencer o Eddie Redmayne na categoria de melhor ator - era só tornar conhecia a história de Alan Turing. E é por isso que eu dedico esse espaço para falar sobre ele, não sobre a atuação GENIAL do Benedict, que também merece muito destaque. Como fã dele, eu bem sei que o deixaria extremamente feliz e orgulhoso de estar usando essa mínima abertura que tenho não para endeusar o seu trabalho, mas para deixar a história do Alan mais conhecida.
Benedict não atuou como Alan. Ele se tornou o Alan. Ele estudou, pesquisou, conversou com família, usou prótese nos dentes por vontade própria só porque queria parecer com o matemático - pra ele mesmo! Fico bem orgulhosa de dizer que sou fã desse cara que enxerga e acredita em coisas que ele sabe que valem a pena de serem dispersadas por aí, que se dá de corpo e alma em prol de mostrar quem foi esse ser humano herói de guerra que ninguém conhece.
Falo sem dúvida nenhuma que foi a melhor atuação de sua carreira e que no meu coração ele ganhou todos os troféus do mundo. Obrigada, Ben, por representar tão bem uma pessoa que todos deveriam conhecer e admirar. Obrigada por dedicar os prêmios que você ganhou a ele, mesmo não precisando fazer isso. Obrigada por se empenhar tanto não na produção, mas na pessoa extraordinária que você acreditava que o Turing era. Tenho orgulho de ser tua fã.
E a Graham Moore, que escreveu o filme, eu só tenho uma coisa a dizer pra você:
E quero muito encerrar com o seu discurso. Obrigada por ele. Se já não tivesse ganhando o Oscar, eu subiria lá e pegaria a estatueta pra você só pelas palavras.
Juntando isso com o fato de que alguns meses atrás eu completei um aninho engatinhando como fã de Sherlock, por que não fazer um post pra espalhar por aí o talento que esse rapaz tem? Prepara a pipoca que lá vem trabalho bom, de um cara melhor ainda, que em apenas UM ano que acompanho já conseguiu se tornar marido, pai, indicado ao Oscar e, mais recentemente, Comandante da Mais Excelente Ordem do Império Britânico. Orra.
Vou tentar não entrar muito no universo do Conan Doyle em si, mas a série Sherlock da BBC faz muito jus aos trabalhos do mesmo. Benedict dá vida ao detetive com todas suas peculiaridades já conhecidas, só que em pleno século XXI. Foi o primeiro trabalho notável que vi do mesmo e logo na primeira cena, quando ele tá de boca fechada, tu pensa "nossa, que cara bonitinho, não parece em nada o Sherlock que tô acostumada". Mas aí ele abre a boca. E que susto, hein. Não é o tipo de voz que tu espera para aquele rosto.
Verdade seja dita, esse Sherlock tinha tudo pra dar errado, começando pelo simples fato de que ele é escrito por Steven Moffat, que pra quem não conhece é um roteirista notável, tem uma criatividade incrível pra plot twists e ganha dinheiro explodindo a cabeça das pessoas. Porém é péssimo em desenvolver a personalidade dos próprios personagens. E aí God bless Benedict que já disse que chega no chefia e fala "calma aí, parça, arruma isso aqui que tá errado, não vou fazer uma atuação por cima disso não" sempre que preciso. Mérito pra ele.
O enredo de Sherlock é tão bom que tu nem se importa de só ter 3 episódios por temporada e um hiatus de dois anos. Não é brincadeirinha no meio do post não, é verdade. Mesmo dando grande notoriedade aos casos, a relação de Sherlock e John Watson que é o diferencial da série, até porque tudo gira em torno dos dois. Não peca como adaptação
Dou cinco estrelas para Sherlock e continuaria dando mesmo se não fosse fã. Vale muito a pena os mind blowing que tu ganha.
Third Star é um dos filmes mais tristes que já vi. Ponto. Fui tão ingênua de achar que seria só mais um filme "normal" sobre um cara com câncer querendo viver uma última aventura com os melhores amigos que eu nem sabia como explicar pro pessoal aqui de casa porque eu ainda estava chorando 3 horas depois que acabou.
Sabe, se fosse só o cara morrendo até que ia. Se fossem só as aventuras com os amigos naquele clima meio "é nossa última chance" eu acho que daria pra segurar a barra também. Mas é mais que isso.
É como sua vida: começa calmo, sereno, você ri aqui e ali, se preocupa mas confia que vai ficar tudo bem, se diverte lá pro meio, mas no fim, quando tá tudo desmoronando, você tá bem ciente dos que vão estar ao seu lado não porque precisam, mas porque querem. É tão profundo e sincero que toca sua alma de um jeito que nos créditos ou você está chorando por uma vida inteira (eu não tinha como fugir desse meu clubinho oficial) ou você está rindo porque está encantado demais com a força que o filme te dá pra continuar lutando.
Mas eu sei que essa é só minha visão e que algumas pessoas ainda ficam presas a dizer que "é só mais uma história sobre o que fazer quando se estar com câncer". Pra mim foi muito mais que isso, e espero mesmo que alguém seja tocado tanto quanto eu fui ao assisti-lo.
"Então eu ergo um brinde de morfina para vocês. Lembrem-se de que vocês foram amados por mim e que fizeram da minha vida uma vida feliz. E não há tragédia nisso."
A vida já presenteou vocês com um filme/documentário em que seu ator favorito acontece de estar interpretando seu artista favorito? Pra mim já, e tá aqui a prova. Eu sou BEM fascinada por Van Gogh e toda a atmosfera ao redor dele como pessoa e como pintor, e ver o Benedict em seu ruivo natural, barbudo, manuseando tintas e segurando Noite Estrelada foi uma coisa bem gratificante.
O diferencial de Van Gogh: Painted With Words para qualquer outro drama-documentário que você vá ver sobre ele é que absolutamente cada palavra dita durante os diálogos são trechos de cartas que o próprio Vincent mandava ao irmão. É uma coisa bem crua, realista, e não tem quarta parede, então constantemente você tem Van Gogh olhando pra você e conversando contigo como se você fizesse parte da história, e acho que isso tem um quê de maravilhoso.
Não vi uma alma conseguindo colocar defeito na interpretação ou no roteiro, que foi basicamente escrito pelo próprio artista, e tão bem atuado pelo Benedict, que conseguia demonstrar a tristeza, solidão, confusão e melancolia só com o olhar.
"É só diante do cavalete enquanto pinto que eu sinto o sopro da vida."
Esse aqui tem umas 40 frases de efeito, um toque de cômico e provavelmente quebrou o record de filme que mais utilizou gel de cabelo em um personagem só.
Shall we begin?
Eu confesso que vi o primeiro Star Trek só pra conseguir entender o segundo por causa do vilão, tá? Fã é assim mesmo. Mas não me arrependo nenhum pouquinho, meu lado amante de sci-fi ficou bem satisfeito com o resultado.
Eu não vou falar sobre o enredo de Star Trek: Into Darkness porque cada detalhe é um spoiler tanto da primeira quanto da segunda parte, mas, olha: se naves espaciais, outros planetas, futuro e vulcanos não te chamam atenção pra ver esse filme, talvez o cast vá. Tem Cumberbatch como vilão, Chris Pine como mocinho/bady boy Kirk e Zachary Quinto esbanjando intelectualidade por não ser um mero humano, ou simplesmente Spock. Sem mencionar o Simon Pegg que é responsável por toda a comédia do filme e fora dele - sério, ele fez pegadinha com praticamente todo mundo nos bastidores, fez galera acreditar que tava correndo risco de radiação e passou um creme bizarro pra eles colocarem na cara. Esse é dos meus.
Ver Benedict como lado ruim da força é quase tão bom quanto vê-lo num papel de comédia (como o que ele fez em Starter For 10, com o James McAvoy). Quase. E por favor, mesmo sendo vilão, quem não se identifica com o Khan toda segunda feira de manhã ou naquele sábado que alguém te acorda cedo de propósito? I mean:
(As expressões faciais da atuação de Benedict Cumberbatch: um tutorial)
Há quem diga que Ben não é atraente (vide todas as piadinhas relacionando ele e aliens no twitter), mas depois de ver esse filme não dá pra ficar batendo na mesma tecla. O cara suou MUITO pra conseguir um corpitcho digno das roupas pretas justas que ele usa, e pra fazer bonito nas várias cenas de ação (SUPER bem feitas) que participa. Quando voltou pra gravar Sherlock depois, os botões das camisas ficavam abrindo porque o magricela tava malhado. Ops.
E que rufem os tambores para o maior MUST SEE da carreira e da história da humanidade:
Essa foto foi escolhida a dedo porque foi exatamente assim que eu saí da sala de cinema.
Eu quero fazer diferente: não vou falar do enredo do filme (até porque metade da blogosfera já comentou sobre na season awards que teve no início do ano, principalmente o Oscar), vou falar da importância dele na minha e na sua vida.
Semana passada foi aniversário da morte de Alan Turing. Até The Imitation Game ser lançado, você e eu não sabíamos quem ele era. Se sim, vagamente. Eu estou escrevendo esse post porque Alan Turing existiu. Você está lendo esse post porque Alan Turing existiu. Alguém poderia, sim, ter ido lá depois e feito do mesmo jeito, mas foi ele. Quando ninguém acreditava, ele foi lá e acreditou em si mesmo, talvez de forma até egocêntrica e egoísta, mas ele confiava que seus esforços dariam certo. Gênio incompreendido, quem não conhece essa história?
Vamos pegar o já citado Van Gogh lá em cima. Gênio incompreendido em sua época. Não tinha o reconhecimento que merecia, ninguém dava ouvidos a ele e não tinha apoio de ninguém. Atualmente é um dos artistas com as telas mais caras e valiosas do mudo, altamente reconhecido e presente em qualquer livro de Artes. Alan Turing. Gênio incompreendido em sua época. E hoje? Ganha créditos por ter salvado milhões de vidas sendo o responsável pelo término da Segunda Guerra anos antes? Se encontra em pelo menos um parágrafo dos livros de História pela contribuição aos Aliados e invenção da máquina que conhecemos por computadores? É dado crédito a este homem que pelo simples fato de ser gay teve que viver o que não era por anos e depois pagar por isso de forma dolorosa tanto física quanto psicologicamente?

É por isso que sou grata a este filme, que abriu os olhos de muita gente, que mereceu e ainda merece todo o status que ganhou, porque nunca foi sobre concorrer ao Oscar de melhor filme ou vencer o Eddie Redmayne na categoria de melhor ator - era só tornar conhecia a história de Alan Turing. E é por isso que eu dedico esse espaço para falar sobre ele, não sobre a atuação GENIAL do Benedict, que também merece muito destaque. Como fã dele, eu bem sei que o deixaria extremamente feliz e orgulhoso de estar usando essa mínima abertura que tenho não para endeusar o seu trabalho, mas para deixar a história do Alan mais conhecida.
Benedict não atuou como Alan. Ele se tornou o Alan. Ele estudou, pesquisou, conversou com família, usou prótese nos dentes por vontade própria só porque queria parecer com o matemático - pra ele mesmo! Fico bem orgulhosa de dizer que sou fã desse cara que enxerga e acredita em coisas que ele sabe que valem a pena de serem dispersadas por aí, que se dá de corpo e alma em prol de mostrar quem foi esse ser humano herói de guerra que ninguém conhece.
Falo sem dúvida nenhuma que foi a melhor atuação de sua carreira e que no meu coração ele ganhou todos os troféus do mundo. Obrigada, Ben, por representar tão bem uma pessoa que todos deveriam conhecer e admirar. Obrigada por dedicar os prêmios que você ganhou a ele, mesmo não precisando fazer isso. Obrigada por se empenhar tanto não na produção, mas na pessoa extraordinária que você acreditava que o Turing era. Tenho orgulho de ser tua fã.
E a Graham Moore, que escreveu o filme, eu só tenho uma coisa a dizer pra você:
E quero muito encerrar com o seu discurso. Obrigada por ele. Se já não tivesse ganhando o Oscar, eu subiria lá e pegaria a estatueta pra você só pelas palavras.
Então, é o seguinte. Alan Turing nunca pôde subir num palco como esse e olhar para todos esses rostos desconcertantemente lindos, e eu posso. E essa é a coisa mais injusta que eu já ouvi. Quando eu tinha 16 anos, eu tentei me matar porque eu me sentia esquisito e me sentia diferente e sentia que não pertencia a lugar nenhum. E agora que eu estou aqui eu gostaria de dedicar esse momento aos jovens por aí que sentem que são estranhos ou diferentes ou que não se encaixam – sim, vocês se encaixam. Eu prometo. Permaneçam estranhos, permaneçam diferentes, e quando chegar a sua vez, e vocês estiverem sobre esse palco, transmitam essa mensagem para as pessoas que virão depois de vocês.










